XT660R: profundamente arrependido...
Enviado: 02 Set 2008, 11:04
Após mais de 30 dias de espera, minha XT enfim chegou! Na quarta passada (27/ago) fui à capital buscá-la. Aluguei carretinha, comprei esticadores e cordas, enchi o tanque do carro e peguei estrada. 450km de Moc a BH. Aproveitando a viagem fui resolver umas questões da saúde de minha filhota e iria voltar na quinta com a moto. Resolvidas as últimas pendências na concessionária, paguei a gravação do chassi em diversas peças da moto para inibir desmanche e os mecânicos amarraram a moto em cima da carreta. Em uma pequena volta pela capital a moto desprendeu-se da carreta e quase foi ao chão!!!
A amarração não ficou legal, um dos ganchos soltou-se e a moto ficou totalmente bamba. Fiquei muito preocupado, fiz um reaperto com novo teste e o mesmo resultado... Não estava seguro em trazer a moto a Moc com a carreta. Deixei a moto no apto de meu irmão e voltei sem ela na quinta!
Na sexta eu peguei um bus e voltei à capital para voltar rodando com ela. Completei o tanque e implementei um dispositivo altamente sofisticado para o controle de RPM recomendado pela fábrica:
Consegui, assim, manter os tais 1/3 de acelerador em todas as marchas. Na quinta marcha alcançava 110km/h, o que me deixou satisfeito como velocidade de cruzeiro.
Mantive aceleradas e desaceleradas constantes para acertar as tais folgas da melhor forma possível. Posso dizer que o desempenho da motoca me impressionou muito. Só duas vezes (tá bem... mais que isso!) eu coloquei 1/2 acelerador pra alcançar 130km/h e fazer umas ultrapassagens. O consumo médio final foi de 23,75km/l. Achei muito bom!
Fiz uma parada a 50km de BH para dar um refresco para o motor, que, aliás, acho que nem precisava:
Depois disso andei mais 1 hora e parei novamente para almoçar. Nessa eu percebi o formigamento das mãos e pescoço!
O pessoal do Trem de Minas, na BR040, merece os parabéns pela delícia de comida caseira que fazem.
Uma coisa que me aborreceu foi a indicação de ponto morto falhar... Esteve sempre acesa, independente da marcha engatada.
Problema resolvido ontem com um pequeno aperto em um parafuso próximo à engrenagem da caixa de marchas.
A viagem foi divertida, mas um pouco cansativa, já que foram quase 1800km em um curto espaço de tempo sem muito preparo:
Em casa observei que o cabo de embreagem fica muito apertado quando o guidon está na posição de estacionamento. Os cabos do lado esquerdo da moto também estão bem justos quando a moto é virada no sentido oposto. Acho que isso vai gerar problemas... O que acham??? Passa bem em cima da tampa do óleo e numa aresta pontiaguda e cortante...
Também notei a fragilidade da "proteção anti-risco" das carenagens:
Isso após minha filha descer da moto em uma voltinha e ter passado a calça jeans na rabeta. Vi riscos piores depois de passar uma flanela úmida na lateral da moto...
Finalmente, estou com a moto em casa:
e acho que o habitat dela é na estrada! É um saco andar na cidade oscilando entre segunda e terceira marcha...
Quanto ao arrependimento, é verdade... Deveria ter criado coragem de me endividar há muito e já tê-la nas minhas mãos gerando quilômetros felizes há tempos!
PS.: as imagens não ficaram ruins como havia dito antes, o browser aqui é que estava com zoom ativado e distorcia todas...
A amarração não ficou legal, um dos ganchos soltou-se e a moto ficou totalmente bamba. Fiquei muito preocupado, fiz um reaperto com novo teste e o mesmo resultado... Não estava seguro em trazer a moto a Moc com a carreta. Deixei a moto no apto de meu irmão e voltei sem ela na quinta!
Na sexta eu peguei um bus e voltei à capital para voltar rodando com ela. Completei o tanque e implementei um dispositivo altamente sofisticado para o controle de RPM recomendado pela fábrica:
Consegui, assim, manter os tais 1/3 de acelerador em todas as marchas. Na quinta marcha alcançava 110km/h, o que me deixou satisfeito como velocidade de cruzeiro.
Mantive aceleradas e desaceleradas constantes para acertar as tais folgas da melhor forma possível. Posso dizer que o desempenho da motoca me impressionou muito. Só duas vezes (tá bem... mais que isso!) eu coloquei 1/2 acelerador pra alcançar 130km/h e fazer umas ultrapassagens. O consumo médio final foi de 23,75km/l. Achei muito bom!
Fiz uma parada a 50km de BH para dar um refresco para o motor, que, aliás, acho que nem precisava:
Depois disso andei mais 1 hora e parei novamente para almoçar. Nessa eu percebi o formigamento das mãos e pescoço!
O pessoal do Trem de Minas, na BR040, merece os parabéns pela delícia de comida caseira que fazem.
Uma coisa que me aborreceu foi a indicação de ponto morto falhar... Esteve sempre acesa, independente da marcha engatada.
Problema resolvido ontem com um pequeno aperto em um parafuso próximo à engrenagem da caixa de marchas.
A viagem foi divertida, mas um pouco cansativa, já que foram quase 1800km em um curto espaço de tempo sem muito preparo:
Em casa observei que o cabo de embreagem fica muito apertado quando o guidon está na posição de estacionamento. Os cabos do lado esquerdo da moto também estão bem justos quando a moto é virada no sentido oposto. Acho que isso vai gerar problemas... O que acham??? Passa bem em cima da tampa do óleo e numa aresta pontiaguda e cortante...
Também notei a fragilidade da "proteção anti-risco" das carenagens:
Isso após minha filha descer da moto em uma voltinha e ter passado a calça jeans na rabeta. Vi riscos piores depois de passar uma flanela úmida na lateral da moto...
Finalmente, estou com a moto em casa:
e acho que o habitat dela é na estrada! É um saco andar na cidade oscilando entre segunda e terceira marcha...
Quanto ao arrependimento, é verdade... Deveria ter criado coragem de me endividar há muito e já tê-la nas minhas mãos gerando quilômetros felizes há tempos!
PS.: as imagens não ficaram ruins como havia dito antes, o browser aqui é que estava com zoom ativado e distorcia todas...

